Cerejeiras enfeitam o Museu e morrem no Quitandinha


Juarez Gomes Glória, jardineiro do Museu Imperial: cuidados com as cerejeiras que integram um dos jardins mais valiosos e admirados da cidade. / ALEXANDRE CARIUS

JAQUELINE RIBEIRO
Redação Tribuna


Semelhantes em importância no cenário turístico da cidade, o Museu Imperial e o Palácio Quitandinha, prédios históricos que projetam Petrópolis para o Brasil e para o mundo, têm na paisagem em volta – árvores e jardins – um importante instrumento de valorização desses símbolos da cidade. Nos jardins no entorno dos dois prédios, as cerejeiras doadas há 15 anos pelo consulado do Japão não passam despercebidas por quem visita os pontos turísticos. Os motivos, no entanto, são opostos. Enquanto nos jardins do Museu Imperial as 34 árvores da espécie encantam os visitantes pela beleza de suas flores rosadas, na vizinhança do Palácio Quitandinha o motivo é contrário: a falta de cuidados, que vem fazendo com que as plantas fiquem secas e está provocando a morte de quase 50 cerejeiras, no trecho entre os arredores do lago e do Hotel Quitandinha e o pórtico de entrada da cidade.
As cerejeiras foram doadas pelo governo japonês, como parte das comemoração pelo centenário do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão. Na época, não houve dúvida de que o local ideal para o plantio eram os arredores do palácio. Ao todo, 300 mudas foram entregues à cidade e alguns exemplares foram doados também ao Museu Imperial.
Trabalhando há 10 anos como jardineiro no Museu Imperial, Juarez Gomes Glória, que atualmente é o responsável por um dos jardins mais admirados e valiosos da cidade, explica que, apesar de ser uma planta que suporta bem o clima da cidade, o cultivo da cerejeira exige alguns cuidados especiais. “Para que elas fiquem bonitas, por exemplo, é necessário que recebam adubos. Aqui nós aplicamos dois adubos diferentes. Um deles é aplicado na raiz, pouco antes da florada, para que ela seja bonita, outro após a florada, para fortalecer e recuperar a planta. Além disso, também pulverizamos um produto para dar força para a floração”, explica o jardineiro, lembrando que a florada da espécie acontece durante o período de inverno, entre os meses de junho e início de setembro. Segundo o jardineiro, outro ponto que merece atenção durante o ano todo são os galhos da árvore, que nunca devem ser quebrados. “Depois da florada, a gente cuida da limpeza e faz o tratamento da planta. Uns meses depois da florada, em novembro, fazemos a limpeza da árvore, cuidando dos galhos. Eles exigem toda atenção, pois não podem ser quebrados, devem ser apenas aparados. Neste caso, o corte deve ser sempre diagonal. Depois de cortar o galho, aplicamos um produto em forma de pasta no local cortado, para proteger a planta e evitar a entrada de fungos e da água, que apodrece e faz a planta morrer”, finaliza.




Aleitamento materno tem campanha

MARIANNY MESQUITA
Redação Tribuna


Desde 1992, acontece a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que tem o objetivo da campanha é sensibilizar a comunidade para a defesa da amamentação como um direito humano, além de estimular os setores públicos e privados para a necessidade de se adequar à prática. Neste ano, com o tema Amamentação: apenas 10 passos! O Caminho da Criança, durante o próximo mês ocorrerão ações de promoção e incentivo ao aleitamento materno em todas as unidades de saúde municipais. No dia 11 será realizada uma palestra para profissionais de saúde no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp.
O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê até os seis meses de vida porque é fácil de ingerir e não sobrecarrega o intestino e rins, além disso protege da maioria das doenças. Outros benefícios se estendem também para as mães, porque a amamentação inibe a perda de sangue em grande quantidade após o parto e diminui as chances de ter câncer de mama e ovário.
Entretanto, apesar de todos os benefícios do aleitamento materno, ainda há um alto índice de mães que não adotam a prática. De acordo com a fonoaudióloga Maria Isabel Lauer, que faz parte do Programa Nacional de Amamentação Infantil, a falta de informação é o principal vilão. “O que tentamos fazer todos os anos durante a campanha é passar a informação ilustrada, com desenhos explicativos, os quais facilitam o entendimento da amamentação para as mães. Mas, falta maior envolvimento dos obstetras e pediatras com a saúde infantil para divulgar a importância do aleitamento materno”, explicou.
Com o tema Amamentação: apenas 10 passos! O Caminho da Criança, a campanha prevê o estímulo às entidades públicas e privados a ganhar o título da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). A medida foi idealizada em 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo Unicef para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce. Para isso, foram estabelecidos os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno. Dentre eles, destacam-se a amamentação na primeira meia hora após o nascimento e não dar bicos artificiais como mamadeiras e chupetas.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o trabalho diferenciado e direcionado à amamentação tem sido oferecido a todas as mães que passam pelo atendimento pré-natal nas unidades municipais e estas têm sido muito receptivas.




Viagens de férias abrem caminho para os furtos





O período de férias escolares é a época preferida dos gatunos. Normalmente, eles se aproveitam das casas vazias para agir e deixam para trás grandes prejuízos para suas vítimas. Por isso, quem vai aproveitar o mês de julho para viajar, deve tomar algumas providências básicas para não ter surpresas quando voltar. Apenas trancar portas e janelas pode não ser o suficiente. Apenas entre os meses de junho e agosto do ano passado, foram registrados nas duas delegacias da cidade 624 casos de furtos de diversos tipos, mas estima-se que pelo menos 10% deles sejam referentes a arrombamentos de residência. Para prevenir essas ações, Hélio Moura, secretário de Segurança do Município, dá uma série de dicas para garantir a segurança das casas, no período em que as famílias estiverem viajando. “A principal, é claro, é verificar se as portas e janelas estão realmente trancadas”, explica o secretário. Valem também cadeados como reforço à tranca normal das janelas.
De acordo com Hélio Moura, outro cuidado é na hora de pegar a estrada. “A saída da família deve ser feita de forma discreta, sem chamar a atenção de quem passa na rua. O objetivo é evitar que estranhos percebam o que está acontecendo”, sugere, completando: “A bagagem, se possível, deve ser colocada no carro ainda dentro da garagem. Esta simples medida pode evitar transtornos no retorno”, acrescenta. Solicitar ao vizinho mais próximo e de confiança que comunique à PM qualquer anormalidade em sua casa, não deixar bilhetes comunicando a amigos ou empregados seus planos de viagem e evitar dar ao imóvel a aparência de vazio também são algumas sugestões do secretário e que não devem ser esquecidas. “As cortinas e persianas não devem ser fechadas completamente e algumas luzes devem ser deixadas acesas durante a noite”, completa, salientando que um vizinho pode ser encarregado de apagá-las pela manhã.
A atenção deve ser redobrada ainda quanto aos objetos que estão sendo deixados no quintal, como, por exemplo, as escadas que podem facilitar o acesso à residência. De acordo com o secretário, o auxílio de cães na vigilância do imóvel também é de grande valia. Estas, entretanto, não são as únicas dicas do secretário de Segurança. Para evitar que o passeio também seja prejudicado pela ação de bandidos, Hélio Moura alerta para que, principalmente as mulheres, evitem ostentar objetos de valor e não passar em ruas mal iluminadas. “Para a praia não se deve levar objetos de valor. Cuidado com os vendedores ambulantes e, inclusive, beber no copo de desconhecidos”, concluiu.




D. Pedro recebe material para recuperar o anexo

Subutilizado há quase dois anos, desde que foram dadas como concluídas as obras de reforma na instituição, o prédio anexo do Colégio Estadual Dom Pedro vai começar a receber as obras de reforço estrutural sugeridas por técnicos do estado. Ontem, chegou ao local o material pesado necessário para a obra. Um grande buraco foi aberto na parede lateral do prédio e as ferragens foram colocadas na altura do segundo andar, por um grande guindaste.
As obras vão permitir que os cerca de 4 mil alunos do colégio voltem a ter uma quadra de esportes. A antiga quadra, que existia em frente ao prédio principal do colégio, desapareceu para permitir a restauração dos jardins, com seu projeto original, uma contribuição do governo estadual ao projeto de reurbanização do Centro Histórico de Petrópolis.
A quadra foi transferida então para o terraço do prédio anexo e não vem sendo utilizada, por causa de problemas estruturais, que provocaram até mesmo rachaduras.




Sehac vai contratar para as UPA’s

O prefeito Paulo Mustrangi anunciou nesta semana que as duas Unidades de Pronto Atendimento de Petrópolis serão inauguradas no dia 3 de agosto (UPA do Centro) e 2 de setembro (UPA de Cascatinha) e já determinou que a secretária de Saúde, Aparecida Barbosa, cuide pessoalmente dos detalhes de compra de medicamentos e contratação de pessoal (médicos, enfermeiros, atendentes, etc.) para as duas unidades.
Recentemente, a secretária Aparecida Barbosa participou de seminários com equipes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde, que frisaram a necessidade dos profissionais das UPA’s serem capacitados para o atendimento emergencial à população. Segundo os técnicos do ministério, a capacitação é a única forma de garantir o atendimento eficaz e de qualidade inerente ao projeto das UPA’s em todo o país.
Na última segunda-feira (12), Aparecida Barbosa esteve na cidade de Três Rios, que recentemente inaugurou sua UPA, para trocar informações com a Secretaria de Saúde daquele município sobre a implantação da unidade e os mecanismos emergenciais de compra de medicamentos e contratação de funcionários. A secretária também manteve contato com outros municípios do estado nos últimos meses e a constatação foi a mesma: a maioria deles optou pela contratação emergencial e terceirizada de profissionais para iniciar o funcionamentos das unidades.
“Em conversa com o prefeito e diante das medidas já anunciadas no Plano Municipal de Saúde, o prefeito indicou que a contratação de pessoal para as UPA’s seja feita através do Sehac, pelo período de seis meses. O Sehac está tendo seu contrato revisado por conta da necessidade de atendimento de oncologia e agora poderá também contemplar a contratação de pessoal para as duas Unidades de Pronto Atendimento de forma mais ágil”, explicou a secretária. A proposta de contratação de funcionários pelo Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro para as Unidades de Pronto Atendimento será encaminhada ao Conselho Municipal de Saúde, que será convocado para reunião extraordinária, e também ao conselho do próprio Sehac.




Reforço no policiamento do Centro



PM’s estariam no Centro em função de um “leve” crescimento no número de assaltos a pedestres na região. / ROQUE NAVARRO

CARLA CAVALCANTE
Redação Tribuna


A Polícia Militar começou ontem a reforçar o policiamento no centro da cidade. O número de policiais empregados para o trabalho não foi revelado pelo tenente-coronel Antônio Henrique, mas a movimentação intensa de soldados circulando nas ruas chamou a atenção dos petropolitanos. Um dos motivos seria um ‘leve’ crescimento no número de assaltos a pedestres, segundo explicou o comandante do 26º BPM.
“Na realidade, trabalhamos em cima de mancha criminal. Esse trabalho não tem data para terminar, e em determinados dias da semana será mais reforçado, com um número ainda maior de policiais do que aqueles que foram vistos hoje (ontem) no Centro”, explica o tenente-coronel. Ele revela que estudos feitos pela unidade mostram que em determinados dias da semana ocorre um aumento da criminalidade, e será exatamente nestes dias que mais homens estarão atuando nas ruas. Ontem de manhã, além do policiamento a pé e viaturas baseadas na Praça Dom Pedro e Alcindo Sodré, na Rua Paulo Barbosa, carros e motos estavam sendo parados. No local, duas viatura e quatro policiais faziam a revista dos veículos, principalmente, em busca de armas e drogas. Os documentos, inclusive das pessoas que estavam no carona, também estavam sendo verificados.
Na ocasião, o comandante do 26ºBPM falou ainda sobre as operações montadas nas entradas da cidade, com o objetivo de impedir a chegada de entorpecentes. Mais uma vez, ele explicou que o trabalho é resultado de denúncias anônimas, que levaram a P2 a realizar levantamento sobre as formas como as drogas chegavam no município. “Mas não temos o poder de montar operações nas estradas. Isso só é possível se for um trabalho conjunto com a Polícia Rodoviária Federal ou Polícia Federal, como aconteceu recentemente”, lembra.
Antônio Henrique destaca, entretanto, que as blitze nas entradas da cidade são permanentes. Como exemplo, ele citou as viaturas que ficam baseadas no Pórtico do Quitandinha, no Bingen, Alto da Serra e no Trevo de Bonsucesso. “Estes são os pontos principais onde não são apenas os ônibus que são abordados. Não existe necessidade de intensificá-la, pois carros, motos e caminhões também passam pela mesma revista”, revela, acrescentando que estas não são as únicas entradas da cidade. “Porém, ainda não temos homens suficientes para fechá-las”, disse o policial.




PM nega haver tráfico de drogas e “pegas” no Atílio

A denúncia de moradores do Atílio Maroti em relação a pegas de moto e venda e consumo de drogas em plena via pública gerou polêmica no bairro, porque as opiniões se dividiram. Enquanto uma parcela da comunidade garante que os problemas são constantes, outra desmente a situação. O tenente-coronel Antônio Henrique, comandante do 26ºBPM, disse ontem que, a pedido do Ministério Público, chegou a mandar ao local uma equipe do Setor de Inteligência da unidade, a qual não encontrou qualquer indício relativo à reclamação.
Na realidade, segundo o comandante do Batalhão, os policiais encontraram apenas jovens circulando de moto. “Não constatamos pegas ou rachas. O que os policiais viram é o que acontece em todo bairro. Além disso, nem mesmo a pista do bairro é propícia para este tipo de prática”, diz. “Ou seja, as denúncias não são verdadeiras. Não condiz com o que vimos lá. Nem mesmo sobre a possível venda e consumo de drogas no meio da rua”, completa, garantindo que o local está incluído no planejamento de patrulhamento.
Já em relação às motos sem placa que estariam circulando pelo bairro, o tenente-coronel lembrou que as operações para combater esse tipo de prática são constantes. “Porém, ainda não temos como acabar definitivamente com o problema. Apreendemos a moto e levamos para o depósito, mas a lei permite que o proprietário reavenha o veículo depois de cumprir todas as exigências que estejam pendentes, como IPVA atrasado, por exemplo”, explica, salientando, entretanto, que em muitos casos, mesmo depois de estar dentro da legalidade, depois de sair do depósito muitos motoqueiros chegam na rua e arrancam a placa novamente.
No Atílio Maroti, uma parte dos moradores ficou indignada com a denúncia dos vizinhos e, ontem de manhã, entraram em contato com a Tribuna para falar sobre a situação. “Os pegas de moto não existem. Às vezes, alguns jovens abusam um pouco da velocidade mas são repreendidos. O fato deles ficarem subindo e descendo a rua não quer dizer que estão disputando corrida”, disse um morador que pediu para não ser identificado. Segundo ele, o que mais irritou a vizinhança foi o fato da denúncia falar sobre venda e consumo de drogas em plena via pública. “Isso é mentira. Não sabemos o motivo de tal morador dizer estas coisas, mas isso nunca aconteceu. Como em todos os bairros da cidade, também temos alguns problemas, mas não chega a esse ponto. Parece que estão tentando denegrir a imagem da comunidade”, concluiu o morador.




Cavalos de charretes terão chips para controle

CARLA MAGNO
Redação Tribuna


Em resposta ao pedido feito pela Associação AnimaVida (que trabalha em defesa dos animais) à Defensoria Pública do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Petrópolis assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) dos Cavalos. O termo tem como objetivo disciplinar o transporte feito pelas charretes no município, conhecidas como vitórias, embora, segundo informações da assessoria de comunicação da Prefeitura, esse trabalho já estivesse sendo realizado, tendo em vista que essas medidas já estão previstas no Código Municipal do Ambiente, que foi elaborado por uma comissão que conta, inclusive, com a participação do AnimaVida entre os sete representantes da sociedade civil. O Código já está em fase final, faltando apenas revisão do mesmo, como explicou a assessoria. A presidente da AnimaVida, Ana Cristina de C. Ribeiro, explicou que procurou a ajuda da Defensoria Pública porque, apesar de as medidas estarem previstas no Código, a Prefeitura não estava cumprindo seu papel fiscalizador.
O ajustamento prevê microchipagem de todos os cavalos utilizados nas charretes; fiscalização periódica da existência desta microchipagem por meio de aparelho universal para leitura de microchip; e estabelecimento de rotinas e procedimentos para a formalização de denúncias de maus tratos ao cavalos, de atribuições para a fiscalização do cumprimento das regras referentes à lotação, horário de trabalho e alimentação dos cavalos, de rotinas e procedimentos para fiscalização dos abrigos e indicação da atribuição da fiscalização.
O documento aponta também a contratação de médico veterinário ou de respectivo serviço; adoção de medidas para aumentar o tamanho das placas das charretes; estabelecer número mínimo e máximo permitido de cavalos para cada autorização concedida e prazo e critérios para renovação de autorização; realização de cursos de capacitação; unificação da legislação referente às vitórias; cadastrar charreteiros bem como os cavalos utilizados nas vitórias; definição e implantação de local único para acomodação dos cavalos; e vedação de itinerários das charretes em locais íngremes. “Esses chips são muito bons, porque é possível identificar os cavalos. Muita gente vê cavalos na rua e já acha que são dos charreteiros. Com o chip fica fácil de identificar”, disse Roberto dos Santos, condutor de vitória.
O vice-presidente da Associação dos Condutores de Vitórias de Petrópolis, Ronaldo José Mussel, explicou ainda que o leitor do microchip é muito eficiente para saber se o animal está bem tratado, se engordou, se emagreceu. “De três em três meses, levamos os cavalos ao veterinário. Mas pretendemos, através da associação, conseguir um veterinário que fique de plantão para as vitórias, que possa nos atender sempre que precisarmos”. Ana Cristina comentou também que ainda existem muitas irregularidades entre os condutores, mas que o avanço na atividade já foi bem grande. “Temos alguns elementos ali no grupo bastante rebeldes com relação ao cumprimento das regras. Só que eles continuam tendo licença, porque quem concede a licença é a Prefeitura. Agora, com esse termo, se a Prefeitura não cumprir com a fiscalização é ela que vai pagar a multa. Já conseguimos muitas coisas com as vitórias, mas ainda tem muita coisa para melhorar, muito chão pela frente”.




Três mortes em acidentes na BR-040

Quatro acidentes tumultuaram ontem o trânsito da Rodovia BR-040, no trecho administrado pela Concer. Nenhum deles foi registrado em Petrópolis, mas o acesso ao município ficou prejudicado. Quem seguia para o Rio de Janeiro, teve que enfrentar um congestionamento de quase três quilômetros, na altura da Reduc. Ao todo, três pessoas morreram e 48 ficaram feridas.
O acidente mais grave aconteceu por volta das 5h40, nas proximidades de Juiz de Fora, na altura do Km-783 da rodovia. No local, um ônibus de turismo com 43 passageiros tombou, causando a morte de três pessoas. No local, eda Concer, Polícia Rodoviária Federal e Bombeiros trabalharam juntas, durante toda a manhã, no socorro às vítimas, que foram levadas para o Pronto Socorro de JF. De acordo com a Concer, o coletivo seguia em direção a Minas Gerais e tombou a 20 metros da pista, numa pequena encosta.
Já na região de Simão Pereira, também em Minas Gerais, um caminhão cegonha tombou no Km-815, quando seguia para Juiz de Fora. O motorista do veículo sofreu escoriações e foi levado pela ambulância da concessionária para o hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora. Como estava descarregada, a carreta rapidamente foi retirada da estrada e antes das 11h o tráfego no local já fluía normalmente.
Na Baixada Fluminense, os veículos envolvidos foram uma carreta e um ônibus da Viação União, que também tombou, ferindo seis pessoas. A concessionária informou que os motoristas que seguiam em direção a Petrópolis esbarravam num congestionamento na altura do Km-118. O primeiro acidente fechou uma faixa da pista de subida da serra e outra no sentido Rio. Neste, o motorista da carreta, que bateu contra a mureta divisória e atravessou a rodovia, teve que ser encaminhado para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, com ferimentos moderados.
E a série de acidentes não parou por aí. O trânsito já estava complicado por conta do acidente com a carreta, quando outro aconteceu. Este, ainda mais grave, envolveu um ônibus da Viação União, no Km-116 da pista sentido Petrópolis. Além do motorista, seis pessoas estavam no coletivo e sofreram ferimentos leves mas tiveram que ser medicadas. Através de nota, a Concer disse que as equipes da concessionária trabalhavam em todas as ocorrências para garantir o restabelecimento da fluidez do tráfego nos trechos comprometidos, o mais breve possível.
A Concer informou ontem que mais quatro carretas de grandes dimensões subirão a serra pela contramão, durante a madrugada. Há cerca de um ano, quando começaram as operações para a passagem deste tipo de veículo, três deles ficaram parados na estrada por três dias porque não tinham espaço para passar pelo túnel..




Violência: sem medo de denunciar



Vítima de espancamentos que procurou auxílio no Centro de Referência da Mulher, L. diz que as cicatrizes que ficam na alma são piores que as do corpo. / ALEXANDRE CARIUS

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna


Casos como o da estudante Elizia Samudio e da advogada Mércia Nakashima causam revolta e indignação, mas revelam também uma triste realidade: o aumento nos registros de violência doméstica. Em Petrópolis, só nos primeiros seis meses do ano, 596 mulheres procuraram atendimento no Centro de Referência e Atendimento à Mulher, 250 casos a mais do que no mesmo período do ano passado. Para a presidente do Centro e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Eliete de Souza, com a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006 as pessoas ficaram mais informadas e conscientizadas.
“Quanto mais orientação, quanto mais falarmos sobre o assunto, mais elas irão reagir e perder o medo. A violência doméstica é cultural. O homem sempre bateu e a mulher sempre apanhou. Hoje a mulher percebe que não pode ser assim, que ela não tem que viver uma vida de violência”.
De acordo com os dados divulgados pelo centro, o mês de maio contou com o maior número de atendimentos, foram 135. Um aumento de 117% em relação ao ano de 2009, quando foram atendidas 63 mulheres na instituição. Fevereiro também teve números expressivos, com um aumento de 120%. Foram 50 casos em 2009 e 110 este ano. Desde que foi criado em 2007, mais de três mil mulheres já foram atendidas no centro. “Aqui, elas e os filhos recebem todo o apoio que precisam. Acompanhamento psicológico, social. Elas fazem cursos para o desenvolvimento no mercado de trabalho. Procuramos ajudá-las e tirá-las dessa vida de violência”, comentou Eliete.
Além do acompanhamento social e psicológico, em casos mais graves onde há risco de vida as mulheres são encaminhadas para abrigos tanto em Petrópolis quanto em outras cidades do estado. De acordo com a presidente da instituição, esta é a última opção, já que para dar certo é preciso que a mulher fique longe da família. “Ela tem que cortar laços com todos. A família nem ninguém pode saber onde ela está. É uma mudança muito grande”, comentou. Em Petrópolis, algumas mulheres já tiveram que ser abrigadas em outros municípios, como Teresópolis, por exemplo. “Nós aqui do centro também não sabemos para onde elas vão. É importante o sigilo. Elas começam uma vida nova”.
O maior índice de violência doméstica está entre as mulheres de 20 a 50 anos, mas Eliete chama a atenção para um aumento da violência na terceira idade. Para ela, as campanhas de conscientização estimulam o crescimento do número de denúncias. “Essas mulheres viveram uma vida inteira de violência. As campanhas e os trabalhos que vêm sendo realizados nas comunidades fazem com que elas criem coragem para denunciar”, relatou. No mês de maio, teve início na cidade uma campanha contra a violência doméstica. A coordenadora das delegacias especializadas no atendimento à mulher e responsável técnica pelos trabalhos de pesquisa, Martha Rocha, participou de um encontro realizado na Posse e recebeu um documento com todas as estatísticas sobre a violência doméstica na cidade.
“A ela cabe estudar e analisar a necessidade de cada município para a instalação de uma delegacia especializada. Esperamos ser contemplados”, disse Eliete. Na semana passada, a delegada voltou à cidade, desta vez para realizar uma palestra com policiais civis, em Pedro do Rio. No encontro, a delegada falou sobre o atendimento diferenciado às mulheres vítimas de violência.
Eliete ressaltou o trabalho realizado na 105ª Delegacia de Polícia, onde uma sala especial foi montada somente para o atendimento à mulher. “Sabemos do trabalho que está sendo feito na 105ªDP através das próprias mulheres. Houve uma mudança muito grande depois que o doutor Cleyton assumiu a delegacia. Hoje em dia, sabemos que o tratamento dos policiais será outro. Essa parceria é muito importante”, disse. O Centro de Referência e Atendimento à Mulher fica localizado no prédio anexo ao Centro de Saúde Coletiva, na Rua Santos Dumont. Não é preciso marcar hora para o atendimento, que é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas. O telefone para contato é o 2243-6212 ou 180.




“Hoje ele não me bate mais, sabe que eu sou outra mulher”

As agressões físicas, psicológicas e sexuais são difíceis de esquecer. Além de ficar por todo o corpo, as marcas estão na alma e no coração. Dar um basta, dizer chega, é difícil. Mais complicado ainda é falar, é denunciar. M.E.F. e L.G.S são duas mulheres atendidas pelo Centro de Referência e Atendimento à Mulher. Mulheres que tiveram coragem para denunciar os maridos agressores e começar uma nova vida.
O relato delas, que por mais de 20 anos sofreram todo tipo de violência, é emocionante e triste, mas, acima de tudo, é uma lição de vida, de luta e de coragem. Para elas, a atenção e apoio recebidos na instituição foram a salvação para uma nova vida. Lá, elas descobriram que podem mudar e, acima de tudo, ser felizes. “Eu estava no fundo do poço, cheguei aqui no momento certo”, disse M.
M. conta que conheceu o seu marido aos 11 anos de idade e as agressões físicas sempre fizeram parte do relacionamento. “Tenho muitas cicatrizes pelo corpo. Nem quando estava grávida ele me deixava em paz. Até pontos na cabeça eu já levei. Mas pior que as marcas deixadas pela violência no corpo, são as marcas que eu tenho na alma”.
M. Sofre de depressão e por duas vezes tentou o suicídio. Sem o apoio da família e sem ter para onde ir com três filhos pequenos, ela se sujeitava à violência do marido. “Ele só me batia quando bebia. Ele não tinha coragem para fazer de cara limpa”. A bebida, as drogas, a roupa não lavada, a comida sem sal ou com sal demais, a casa desarrumada, a saia curta, o vizinho, a voz, o sorriso. Não há motivos para o marido, o companheiro, o namorado ou o amante “perderem a cabeça”.
Para as psicólogas do Centro de Referência, a violência é cultural. O homem sente-se dono da mulher, ela é sua posse e isso lhe dá o direito de fazer o que quiser.
Assim como M., L.G.S. também conheceu o seu marido na adolescência e as agressões tiveram início antes do casamento. “Eu tinha 15 anos e ele queria ter certeza que eu era virgem. Me pegou a força e não tive como fugir. Acabei engravidando. Nos casamos e nunca mais ele parou de me bater”, contou. Hoje, após denunciarem os maridos, as agressões físicas não mais existem. Mesmo ainda casadas com os agressores, M. E L. tentam mudar. Elas querem outra vida, outra história. “Ele não me bate mais, não tem coragem. Ele sabe que agora eu sou outra mulher”, disse L.




HAC ganha mais 5 leitos de UTI

O Hospital de Ensino Alcides Carneiro está dobrando sua capacidade de atendimento na UTI Adulto, que hoje funciona com cinco leitos. Os equipamentos fornecidos pelo Governo Federal já estão sendo montados e incluem desde camas fawler motorizadas a respiradores pulmonares, monitores multiparamétricos e oxímetros. A unidade de terapia intensiva ainda vai ter novo credenciamento, o que representa um aumento significativo no repasse de verbas do Ministério da Saúde para o Município.
Os cinco novos leitos vão diminuir o tempo de espera por vagas de internação na UTI adulto, já que o hospital terá sua capacidade de atendimento ampliada em 100%. O diretor administrativo do HAC, Aluisio Pinheiro, lembra que a reforma do setor está de acordo com as normas da Vigilância Sanitária Estadual, que emitiu laudo positivo após vistoria realizada na unidade.
A aprovação da qualidade dos serviços também viabilizou a elevação dos níveis de 1 para 2 de complexidade na tabela do Sistema Único de Saúde, permitindo que o hospital receba, a partir de agora, valores diferenciados do Governo Federal. “Enquanto uma diária de nível 1 na unidade de terapia intensiva custa R$ 139, a de nível 2 sobe para R$ 478, o que resulta em mais recursos somando também os cinco novos leitos”, aponta Aluisio. A alteração na classificação dos serviços é resultado das melhorias feitas recentemente na unidade. “É sinal de que possuímos os recursos humanos, a estrutura física e os equipamentos necessários para trabalhar com eficiência e resolutividade”, comemora o diretor administrativo. O setor ganhou, recentemente, uma central de monitoramento que facilita a visualização, pelos plantonistas, da evolução de todos os pacientes internados. Segundo o chefe da UTI Adulto, Dr. Luis Eduardo Fontes, o investimento no setor, que trabalhava com camas manuais e ventiladores antigos, garante um salto significativo na qualidade do atendimento prestado pelo hospital. “Hoje todos que precisam da UTI Adulto do HAC têm boas chances de recuperação. Novos aparelhos e mais tecnologia fazem toda a diferença”, destaca.




Contestados impostos em contas da Ampla

A Justiça do estado está prestes a dar parecer sobre o processo aberto pelo Wagner Silva onde solicita que a Ampla devolva o que cobrou de PIS e Cofins na conta de energia elétrica dos seus clientes de maneira indevida.Este tributo é uma obrigação da empresa, não podendo ser repassado para o consumidor, e também solicita a imediata suspensão destas cobranças.
O processo que estava sob a guarda do juiz da 2ª Vara Cível, Marcelo Telles Maciel Sampaio, para decisão em primeira instância, definiu que a União fosse chamada ao processo, mas o Dr. Bruno Villela, seu advogado, declarou que de acordo com jurisprudência pacificada no STJ, a União não tem interesse em fazer parte do processo, pois a lesão no bolso do consumidor é realizada única e exclusivamente pela ré e não pelos entes tributantes, no caso em tela a União. Inconformado com a sentença em primeira instância, ingressamos com um agravo de instrumento no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado, buscando reformar a decisão em primeira instância.
E diante da dúvida de quem na realidade está pagando estes tributos ao governo foi que Wagner Silva entrou na Justiça solicitando que a Ampla devolva o que cobrou de PIS e Cofins na conta de energia elétrica dos seus clientes de maneira indevida, já que este tributo é uma obrigação da empresa, não podendo ser repassado para o consumidor, e também solicita a imediata suspensão destas cobranças.
A quantia a ser devolvida vai variar de caso para caso, mas o cliente terá direito a receber 5% do que foi pago nos últimos 10 anos, por exemplo, para uma conta de R$ 100, o valor a ser devolvido estaria em torno dos R$ 2.300 mil.
Wagner Silva acredita que o brasileiro tem uma carga muito grande de impostos e alguns deles estão vindo embutidos nas contas de maneira indevida, abusiva e inconstitucional. “Da mesma forma que chegou até mim esta informação, temos a obrigação de divulga-la, afinal, cabe a nós como cidadãos, buscar nossos direitos e exigir que justiça seja feita, pois tratam-se de praticas antigas e que devem ser banidas. Na Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul já existem ações movidas pelo Ministério Público a respeito desse assunto e no Rio Grande do Sul a cobrança já não pode mais ser feita graças à decisão do Supremo Tribunal de Justiça”.
A Receita Federal, através do coordenador-geral de fiscalização, Antonio Zomer, informou que vai exigir que as empresas utilizem o sistema de escrituração fiscal digital de PIS/Cofins a partir de 2011, para que fique informado ao fisco de que forma estas mesmas empresas recolheram estes tributos. De acordo com a Receita, dessa forma será possível fazer uma fiscalização eficaz, já que os dados emitidos serão comparados com notas fiscais e declarações de contribuintes, para que seja mais rápida a devolução a que cada um tem direito. A escrituração já será obrigatória em janeiro de 2011 para mais de 10.500 grandes empresas do país, que possuem faturamento acima de 80 milhões de reais. Em julho, 137 mil outras empresas serão inclusas no sistema. Já em janeiro de 2012, este novo sistema será obrigatório para mais de 1,27 milhão de empresas por todo o país. Para encerrar a informação, a Receita diz ainda que aquelas empresas que não cumprirem a exigência no prazo podem estar sujeitas a multa de cinco mil reais por mês de atraso.




Baninho anuncia ambulância para UPA

O vereador Albano Filho (Baninho/PSB) se reuniu na sexta-feria com o diretor da Concer, Pedro Johnson, quando cobrou obras na Estrada BR-040, no trecho que passa por Petrópolis. Como resultado deste encontro, o vereador disse que a concessionária vai doar uma ambulância UTI para a Prefeitura, para que seja usada numa das unidades de pronto atendimento (UPA’s) da cidade.
Segundo Baninho, o anúncio da doação foi feito pelo diretor da Concer, que disse estar trabalhando para fazer investimentos na cidade, conforme conversas feitas com ele e também com o prefeito Paulo Mustrangi. “Aproveitei o encontro para cobrar novamente da concessionária a ligação Bingen/Quitandinha e voltei a falar que esta obra é de grande importância para a cidade, principalmente com a construção do Centro de Convenções da UCP”.
Durante a reunião, realizada na manhã de sexta-feira, o diretor da Concer apresentou ao vereador o estudo para construção da pista de subida ao lado da pista de descida na Serra de Petrópolis. Uma das novidades apresentadas pelo diretor é a de construir um túnel com 4.600 metros de cumprimento, em linha reta, de Belvedere até a Rodoviária do Bingen, reduzindo o tempo de viagem de ida e volta do Rio em 15 a 20 minutos.
Segundo Baninho, este investimento, se aprovado e realizado, será de fundamental importância para que Petrópolis possa se candidatar como uma cidade sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “O diretor da Concer disse que a obra tem como objetivo atender a esta reivindicação, pois temos informações de que um hotel cinco estrelas quer se instalar na cidade, mas depende de uma estrutura melhor de chegada e saída da Petrópolis”, comentou Baninho.




Patrimônio histórico: falta de meios para mantê-lo preocupa vereador

ROGERIO TOSTA
Redação Tribuna


O líder do PMDB, vereador Roberto Naval, manifestou preocupação com os bens tombados na cidade pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico Cultural (Inepac) e que são de propriedade de pessoas sem condições de mantê-los ou de fazer as reformas necessárias para manter a originalidade dos imóveis. “Em Cascatinha, temos diversos imóveis tombados, cujos proprietários somente foram avisados da situação depois de comprá-los e iniciar as reformas”.
Segundo Naval, muitas pessoas, depois da obra iniciada, foram avisadas do tombamento do imóvel e obrigadas a fazer as obras de restauração, caso contrário seriam processados. “Acredito que muitos petropolitanos passam pela mesma situação. Deveria ter uma maneira da pessoa ao adquirir o imóvel ser avisada do tombamento ou quanto ao imóvel for tombado. Os proprietários devem ser avisados com antecedência para evitar futuros processos e degradação do patrimônio”. Para Roberto Naval, como o tombamento do imóvel não é feito por vontade do proprietário, mas sim pelo Iphan e Inepac, algumas vezes motivados por outras ações, estes órgãos deveriam ter recursos para ajudar as pessoas a manter o imóvel. O vereador defende ainda isenção de impostos, principalmente IPTU e outros, para as pessoas que concordarem com o tombamento.
“Tenho certeza que muitos petropolitanos estão deixando as casas tombadas por não terem condições de mantê-las e por isso estão sendo transformadas em colégios ou sede de empresas, quando deveriam ser moradias”, comentou o vereador.
Naval espera que os deputados federais de Petrópolis possam encaminhar em Brasília uma discussão sobre um fundo que gere recursos para manutenção dos imóveis tombados, não somente em Petrópolis, mas em todo o país. O líder do PMDB acredita que uma medida neste sentido vai inclusive incentivar outras a pedir o tombamento de casas históricas, “mas como é feito hoje, fica difícil a manutenção para qualquer pessoa”.




Projeto de Hugo Leal regulamenta profissão de agente de reflorestamento

Um projeto de lei criando e regulamentando a profissão de agente comunitário de reflorestamento e meio ambiente foi apresentado na Câmara pelo deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ). No PL, entre as atribuições dos agentes estão: reconstruir matas ciliares, florestas e manguezal; identificação das áreas para reflorestamento, plantando árvores em áreas mapeadas, classificando as espécies brasileiras, respeitando a localização; reflorestamento de áreas, colhendo sementes para ser beneficiadas e utilizadas em viveiros de mudas; e inventário de florestas, identificando espécies, monitorando crescimento de árvores e levantando potencial de madeiras em florestas renováveis e nativas.
“É significativa a importância destes profissionais para todo o planeta. No nosso país, são eles os responsáveis pelas ações de reflorestamento e recuperação dos biomas brasileiros. Realizam operações de preservação e compensação ambiental, parque ecológico e unidade de conservação, entre outras atividades. É uma injustiça que até hoje esta profissão não tenha sido reconhecida”, afirmou o deputado.
Fica estabelecido na proposta que o agente de reflorestamento vai trabalhar segundo normas de segurança, higiene e proteção ao meio ambiente, executando atividades de responsabilidade dos entes federados, mediante vínculo direto entre os referidos agentes e órgão ou entidade da administração direta, autárquica ou fundacional. Para exercer a profissão, o cidadão deverá residir na área da comunidade em que atua ou próxima a ela, ter concluído o ensino fundamental e também o curso de qualificação básica para a formação de agente de reflorestamento e meio ambiente, sob orientação do Ministério do Meio Ambiente.
“É preocupante a diminuição das nossas reservas florestais. Com a realização do reflorestamento, evitamos muitas tragédias causadas pela agressão ao meio ambiente. São importantes ações governamentais para o incremento e valorização dos profissionais de reflorestamento dos biomas brasileiros”, acrescentou Hugo Leal.




Salas especiais em 38 escolas do município

O município de Petrópolis foi contemplado com 38 salas de recursos multifuncionais do Ministério da Educação. Na próxima terça-feira, Regina Cezana, representante do MEC e responsável pela implementação do Programa de Salas de Recursos Multifuncionais do Ministério da Educação estará na cidade visitando algumas escolas da rede com o objetivo de conhecer suas instalações para a implantação do programa.
Segundo o prefeito Paulo Mustrangi, esta foi mais uma vitória do setor de educação do município. “Desde o início de 2010 estamos trabalhando junto ao MEC no sentido de incluir Petrópolis em vários de seus programas. As salas de recursos multifuncionais vão auxiliar o trabalho dos professores com os alunos que necessitam de ações complementares ou suplementares para sua escolarização”, ressaltou.
O Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais do Ministério da Educação foi criado no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, com o objetivo de apoiar os sistemas de ensino na oferta do Atendimento Educacional Especializado para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação matriculados nas classes comuns de ensino regular público.
A professora Wanda Borsato, coordenadora de Educação Especial da Secretaria de Educação do município, explicou que as Salas de Recursos Multifuncionais são um espaço da escola onde se realiza o atendimento educacional especializado para alunos com necessidades educacionais especiais, por meio do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar.
O programa prevê a distribuição de recursos e equipamentos destinados à implantação e à organização de espaços de AEE, possibilitando sua oferta no contraturno do ensino regular, conforme dispõe o Decreto n.6.571/2008. Esta ação, também promove a formação dos professores que atuam no atendimento educacional especializado.
Ao longo de 2009 e 2010, a Secretaria Municipal de Educação, por meio da Equipe de Educação Especial Inclusiva, dinamizou e desenvolveu cursos de formação e capacitação de professores para atuação em Salas de Recursos. Cerca de 150 profissionais habilitados ao longo desse tempo.




Alto da Serra: perigo para as crianças

CARLA MAGNO
Redação Tribuna


Morador do Alto da Serra há 45 anos, Carlos Alberto Raimundo, denunciou os perigos em algumas ruas e cruzamentos do bairro com a sinalização atual. Segundo ele, na Rua Chile, em frente ao BNH, como também no cruzamento entre Av. Cel. Albino Siqueira, Rua Chile e Alynthor Werneck, por onde circula grande número de crianças, motos e carros passam em alta velocidade sem se preocupar com os pedestres.
“A minha preocupação maior é com as crianças. Eu tenho um filho de dez anos e levo ele todo dia para o colégio Santo Antônio. Eu vejo diariamente a quantidade de crianças ali, que passam correndo. O presidente da CPTrans tinha dito que ia fazer um estudo, para ver o comportamento no lugar, mas já passou mais de um ano e por aqui continua a mesma coisa. Poderia colocar um pardal, ou um guarda, alguma coisa. O sinal do cruzamento que só fica piscando no alerta também não adianta nada”, explicou Carlos.
A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transporte (CPTrans) informou, através da assessoria de comunicação, que está levantando os pontos que considera críticos e a instalação de radar no município no atual governo vem sendo feita com responsabilidade, de acordo com a necessidade da via, após a medição de frequência de velocidade, para que não seja criada uma indústria de multa.
Carlos contou ainda que há mais ou menos dois meses um senhor que andava de bicicleta na rua em frente ao BNH foi atropelado por uma moto que saiu inesperadamente detrás de um ônibus. “Graças a Deus o senhor não se machucou”.
A CPTrans exemplificou seu trabalho citando como exemplo a instalação de radares em Cascatinha, após medição de frequência de velocidade. Eles explicaram que o procedimento analisa de 0 (sem necessidade) a 10 (ponto crítico – gravíssimo) e em Cascatinha verificou veículo, inclusive, a 110km/h, o que apresentou uma amostragem de frequência 10. “Assim, sendo, a companhia terá que realizar o mapeamento de velocidade na região, lembrando que outras áreas já estão programadas anteriormente, e verificar a necessidade de instalação de radar cumprindo todos os trâmites e quesitos legais do Contran”, declarou em nota. A CPTrans informou também que a região está sinalizada horizontal e verticalmente e esclarece que não está instalando quebra-molas pois os motoristas em alta velocidade não respeitam e ainda o utilizam para impulsionar ainda mais o veículo e aumentar a velocidade. Já quem trafega de acordo com as normas de trânsito acaba sendo punido, com danos no veículo. ém disso, com o fim do transbordo, a região passou a contar com novos abrigos e houve a realocação dos pontos de ônibus com o objetivo de acabar com as interrupções no trânsito. Houve todo um trabalho de sinalização viária e reordenamento das barracas da feira livre. Uma equipe da Comdep está realizando a manutenção total do local. O ponto de ônibus das linhas da empresa Trel foi avançado para a área próxima à entrada principal do BNH do Alto da Serra. Em seguida, será instalado o ponto da viação PetroIta.




Igreja orienta sobre como escolher os candidatos

Os bispos do Regional do Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne as dioceses do Estado do Rio de Janeiro, estão divulgando as Orientações e Critérios para as Próximas Eleições – 2010. O bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, lembra que o documento chama atenção para valorização do voto, que, de acordo com os bispos, “decide a vida pública do nosso País e dos nossos estados nos próximos anos”. No documento, os bispos falam sobre a importância do voto e como ele é precioso para cada eleitor, frisando que não pode ser vendido. Com relação à aprovação do projeto de lei denominado Ficha Limpa, que por decisão do Tribunal Superior Eleitoral se aplicará nestas eleições, Dom Filippo Santoro disse que, para os bispos, a participação da população agora é fundamental, pois é preciso vigiar e cuidar para eliminar do pleito aqueles candidatos corruptos que contaminam o cenário político e destroem a democracia.
Dom Filippo Santoro disse que a Igreja é comprometida com o bem comum e a defesa irrestrita da dignidade e dos direitos humanos. “Apóia as iniciativas que contribuam para garanti-los a todos e denuncia distorções inaceitáveis presentes em vários programas, que como veremos ferem os princípios que norteiam a doutrina social cristã”, afirmam os bispos no documento.
Para os bispos, o que está em jogo é uma visão da pessoa humana e da sociedade, solidária com a dignidade de todos, a favor da vida e aberta ao transcendente. “Para iluminar este processo eleitoral, a comunidade eclesial – que pela sua universalidade não pode se identificar com interesses particulares, partidários ou de determinado candidato/a – busca oferecer critérios de escolha e discernimento para as pessoas de boa vontade e cidadãos responsáveis. Também deseja que sejam votados candidatos coerentes com a defesa dos princípios éticos e cristãos”, afirma o documento. Os critérios apontados pelos bispos e que devem ser observados na hora de votar em um candidato são a defesa da dignidade da Pessoa Humana e da Vida em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte. “Rejeitamos veementemente toda forma de violência, bem como qualquer tipo de aborto, de exploração e mercado de menores, de eutanásia e qualquer forma de manipulação genética”, afirmam os bispos. A defesa da família é outro critério que deve ser observado pelos eleitores. Segundo os bispos, é na família que a pessoa cresce e se realiza. “Por isso devem ser votados aqueles candidatos que incentivam, com propostas concretas, o desenvolvimento da família segundo o plano de Deus. Opõem-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos, à legalização da prostituição, das drogas e ao tráfico de mulheres”. A liberdade de Educação pela qual os pais têm o direito de educar os filhos segundo a visão de vida que eles julguem mais adequada também é apontada como um dos critérios s ser observado pelos eleitores. Neste ponto, o objetivo dos bispos é a defesa pela qualidade da escola pública e pela defesa da escola particular. Os bispos também chamam atenção para atenção preferencial pelos pobres, àqueles que são excluídos e marginalizados, garantindo uma cidadania plena para todos, assegurando o pleno exercício dos direitos sociais: trabalho, moradia, saúde, educação e segurança. Por fim, os bispos falam que, diante de uma situação de violência generalizada, os candidatos devem, de forma concreta e decidida, comprometer-se na construção de uma Cultura da Paz. O texto na íntegra do documento pode ser encontrado no site www.diocesepetropolis.org.br.




Obras para preparar a Posse para o crescimento

A Prefeitura Municipal está investindo no desenvolvimento econômico e social do distrito da Posse. Um grande passo foi a criação do Distrito Industrial da Posse, já aprovado pela Alerj e que reduz de 19% para 2% a alíquota do ICMS naquela região. Essa medida vai atrair novas empresas e, consequentemente, criar novos empregos e aumentar a renda da população local.
A Prefeitura também está investindo na qualificação de mão de obra por meio dos Centros de Capacitação e Inclusão Digital (CIDs) em parceria com o Senai, na realização de mais de R$ 2 milhões de obras e melhorias já em andamento; e na instalação de uma creche e uma biblioteca, onde atualmente funciona o Posto de Saúde que será transferido para antigo prédio da Light, maior e com mais capacidade de garantir um atendimento à saúde de qualidade à todos os moradores. De acordo com o subprefeito e vice-prefeito, Oswaldo Costa Frias, nascido na região da Posse e até hoje morador do distrito, essa ações vão trazer grandes benefícios para os moradores da região. “Durante muito tempo a Posse ficou esquecida e hoje estamos conseguindo mudar esse quadro para melhorar a qualidade de vida e gerar emprego e renda para os moradores daqui. Com a criação da subprefeitura, estamos atentos às necessidades dos distritos”, declarou o subprefeito.
Com a assinatura de convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Senai, a Posse vai receber mais dois CID’s que serão instalados na Escola Municipal Vereador Oswaldo Costa Frias e a Escola Municipal Moysés Furtado da Rosa que contarão com quatro turmas de ensino profissionalizante. O prefeito Paulo Mustrangi autorizou a recuperação de estradas vicinais que irão facilitar o escoamento dos hortifrutigranjeiros produzidos pelos agricultores locais, além de obras de infraestrutura, como a construção de muros de contenção e a pavimentação de ruas que dão acesso a colégios da região. Entre os bairros incluídos estão Nossa Senhora de Fátima, Granja Cláudia, Brejal, Jurity e Albertos. “São esses investimentos que irão trazer uma melhor qualidade de vida para os moradores da Posse. Estamos só começando. Outras novidades serão anunciadas para toda a região. Quero ressaltar aos moradores do 3º, 4º e 5º distritos que a série de obras está apenas começando. Estamos atentos a todos os problemas que afligem esses locais e com a atuação da subprefeitura vamos atender as reivindicações da população”, finalizou Oswaldo.