Rinite alérgica
Ela não é uma doença grave, mas afeta significativamente a qualidade de vida e atinge cerca de 30% da população mundial. A rinite alérgica é uma inflamação no nariz que causa espirros, prurido (coceira), coriza e obstrução nasal. O inverno é a época de maior procura pelos consultórios médicos, já que o problema tende a se agravar com as baixas temperaturas. Mas, ainda assim, grande parte das pessoas combate apenas os sintomas, fazendo uso de muitos remédios e não tratando a doença de forma adequada.
O alergista e imunologista Ney Bartolomeu Correa explica que a doença respiratória pode se manifestar de três formas, sendo sazonal, que aparece em determinada época do ano, perene, cujas crises ocorrem o ano inteiro, e ocupacional, que é desencadeada pelo contato com agentes como mofo e poeira. “O indivíduo não consegue respirar bem, dorme de boca aberta, fica agitado e pode ter dismorfismo facial (deformação)”, destaca o médico.
Além dos custos financeiros com remédios e os prejuízos no convívio social e ambiente de trabalho, o alérgico que não se trata pode ter complicações como sinusite (inflamação dos seios da face), piora do quadro de asma e conjuntivite alérgica. O especialista ainda destaca que alguns dos medicamentos aplicados direto no nariz contêm vasos constritores. Estes proporcionam alívio imediato, pois melhoram a circulação sanguínea, fazendo com que as paredes desinchem. O problema é que, além da substância causar vício, as paredes do nariz voltam a inchar, provocando um efeito sanfona extremamente prejudicial.
A rinite alérgica é a doença respiratória crônica mais frequente nos adultos e mais comum em crianças. Os principais fatores que agravam o problema são poeira, pelo de animais, mofo, ácaros e antígenos de barata (secreção deixada por onde o inseto passa). O diagnóstico inclui análise do histórico familiar do paciente, testes alérgicos e exames diversos. Dentre eles estão os testes feitos por puntura (pick test) e mensuração dos alergênios no sangue (método rast), e os exames de dosagem total de IgE (anticorpos), rinoscopia por fibra ótica, citologia nasal, raio X de seios da face ou tomografia de seios da face. “O resultado vai mostrar ao quê exatamente o indivíduo é alérgico”, esclarece o médico.
O especialista lembra que geralmente as pessoas convivem com o problema sem tomar as providências necessárias para controlar a rinite alérgica, que não tem cura. O tratamento correto para os casos moderados e graves é feito através de monoterapia (cronograma de vacinas), remédios tópicos e medidas ambientais que visam afastar o indivíduo do contato com os agentes que desencadeiam as crises. “A pessoa nunca vai deixar de ser alérgica, pois o problema é genético. Porém, é possível viver sem os transtornos causados pela doença através do controle da mesma. É um tratamento a longo prazo, cerca de três a quatro anos, tempo que dura a vacinação, mas é a única solução”, conclui Ney.
|
Transporte seguro
A resolução 277/2008, que entrará em vigor a partir de 1º de setembro, regulamenta o transporte de crianças de até dez anos de idade em automóveis. A medida visa diminuir um grave problema que atinge o Brasil e é considerado a 3ª principal causa de morte de bebês com menos de um ano de idade e do grupo de cinco a 14 anos: os acidentes de trânsito.
O uso adequado das cadeirinhas infantis é eficaz na proteção da cabeça e da coluna vertebral das crianças transportadas no carro, por isso, especialistas em neurocirurgia ressaltam que os pais devem se precaver e proteger seus filhos antes mesmo da lei entrar em vigor. Dessa forma é possível evitar prejuízos que podem ser considerados irreversíveis para a saúde dos pequenos. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam que, entre 2000 e 2009, mais de 180 mil crianças foram vítimas de acidente de trânsito, das quais 8 mil faleceram.
Para Francisco Sampaio Junior, coordenador da equipe médica e neurocirurgião do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, “os riscos que as crianças ficam expostas no caso de uma eventual freada, caso não estejam utilizando o equipamento correto, podem fazer ela ir de encontro com o vidro do automóvel, ou, mais grave ainda, ser arremessada para fora do carro”.
O especialista ressalta que muitas vezes os danos causados à saúde são irreversíveis. “Caso a coluna torácica seja afetada, a criança poderá ficar paraplégica ou tetraplégica, caso a colisão afete a coluna cervical. Outros problemas graves como traumatismo craniano e variados tipos de sequelas, como déficit de memória, de atenção ou de concentração também podem ocorrer. Além disso, o pequenino pode ficar em estado de coma”, lamenta.
Pais e motoristas devem ficar atentos à utilização dos equipamentos adequados, já que a falta destes dispositivos, além de colocar a vida dos menores em risco, é uma infração de trânsito gravíssima. Ela rende aos mesmos multa de R$ 191,54, perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a solução do problema.
|
A época dos peeling’s
O inverno é a época de maior procura por tratamentos estéticos faciais, especialmente aqueles feitos com ácidos, conhecidos como peeling’s. Isso porque, dentre os cuidados necessários após as sessões, está o impedimento à exposição solar. O vulcanice é um dos métodos que vêm fazendo sucesso entre as mulheres, pois é seguro e multifuncional. O peeling químico, que por ser tão seguro pode ser feito por profissionais da estética, tem ação rejuvenescedora, elimina manchas, clareia a pele e é eficaz no tratamento de acne.
O efeito é conquistado em apenas uma aplicação, ao contrário dos peeling’s físicos, que necessitam de mais sessões. Porém, para se obter um bom resultado, o profissional precisa contar com a ajuda do cliente, já que este deve fazer a manutenção em casa. “A pessoa leva três produtos para casa para serem usados durante três semanas”, afirma a esteticista Andresa Correa, que trabalha com o vulcanice. Além disso, os cuidados após a sessão que dura cerca de uma hora incluem uso contínuo de protetor solar, e a pessoa não pode fazer sauna, usar piscinas aquecidas e, de preferência, não passar outros produtos no rosto, inclusive maquiagem.
SERVIÇO<
Nova Tendência
Rua do Imperador, 816 – Centro
Telefone: 2237-9192
|
Descamação elimina manchas, rugas artificiais e acne
A profissional explica que o protocolo inclui três ácidos, o mandélico, que é um renovador celular e clareador, o fítico, com ação despigmentante, e o cógico, responsável por evitar irritações na pele. “A vantagem deste para outros peeling’s é que a combinação trata o envelhecimento, as manchas e a acne”, aponta a Andresa. A fórmula é eficiente no controle e combate às espinhas, já que elimina sequelas e impede o aparecimento de comedões e pústulas.
O tratamento despigmentante tem ácidos vulcânicos como princípio ativo e é uma solução rápida para quem quer uma pele renovada, com aparência saudável e jovem. “Este é o período ideal para fazer o peeling. A descamação dura cerca de dois ou três dias e a aplicação pode ser feita em qualquer tipo de pele, inclusive negras, que geralmente não podem se beneficiar de terapias com ácidos”, recomenda a esteticista.
A profissional garante que, se a mulher fizer a manutenção em casa e seguir as orientações pós-tratamento, as manchas não retornam e as rugas artificiais somem. A vitamina C, que faz parte da fórmula, promove a nutrição da pele, melhorando a textura. A contra-indicação fica para as grávidas e mães em fase de amamentação. Vale lembrar que a exposição ao sol fica totalmente proibida por um período médio de 30 dias após a sessão.
|